5 de agosto de 2012

50 anos sem Marilyn Monroe

"Monroe? Uma relaxada, na verdade, uma divindade desleixada, no sentido em que uma banana split ou cherry jubilee são divinos desleixados.
Seus lábios úmidos, o exagero como loura, as tiras escorregadias do sutiã, o debater rítmico da massa inquieta a lutar por um espaço dentro de um abrigo insuficiente - tais são os emblemas, as qualidades caricaturais, que pode-se supor, a tornaram imediatamento reconhecível no mundo inteiro. Contudo, no que consta ser a vida real, Monroe não e facilmente identificável. Ela circula pelas ruas de Nova York sem ser molestada por olhares ávidos, acena para táxis que não param, toma suco de laranja no Nedick's da esquina servido por um atendente que não percebe ser a freguesa a razão de suas ambições mais ambiociosas: na verdade, com frequência a pessoa tem de ser avisada que Monroe é Monroe, pois ela parece à primeira vista apenas mais um espécime de gueixa norte-americana, a garota conquistada pelo cartão de crédito, uma das beldades de cabaré cujas carreiras progridem do cabelo pintado aos doze a um ou três maridos conquistados aos vinte.... ademais ela é capaz de concentração sensível, sempre o segredo capaz de fazer qualquer talento avançar, o que acontece em seu caso: o personagem que incorpora, uma imagem do abandono plena de ternura insolente, é coerente e convincente charmosa: dá pra entender, pois há pouca diferença entre sua imagem na tela e a impressão que ela transmite pessoalmente - o apelo das duas personalidades deriva da mesma circunstância: que ela é órfã de fato e de espírito, ela é estigmatizada e iluminada pelos traços do pensamento órfão: embora não confie em ninguém, não muito, ela se esforça feito um estivador para agradar a todos, ela quer fazer de cada um de nós seu protetor afetuoso, e consequentemente nós, a plateia, e seus conhecidos, ficamos presumidos, compassivos e excitados."  (Trecho do perfil de Marilyn Monroe escrito por Truman Capote na década de 1950, presente no livro "Os Cães Ladram" da L&PM).

Marilyn morreu aos 36 anos, em 5/8/1962, devido a uma overdose de barbitúricos. A morte foi caracterizada, segundo a versão oficial, como “suicídio acidental”. Em virtude de seu relacionamento com o presidente J. F. Kennedy, o fato gerou polêmica à época. Cogitou-se envolvimento da própria CIA, com o objetivo de queima de arquivo.

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